Sunday, June 22, 2008

Talvez...

Estranho como as coisas acontecem.
Como uma decisão -aparentemente inofensiva e insignificante -pode tomar grandes proporções. Como uma pequena atitude pode fazer toda a diferença. Como o sim pode ser tão diferente do não. E como cada uma das duas opções de resposta representa caminhos distintos de acontecimentos.
(Será que sua vida pode mudar por causa de um sim -ou de um não?)
Sempre preferi o sim... o não me parece ser, literalmente, um estraga-prazeres; você está impedindo que algo aconteça. Mas, se for parar para pensar, o não permite que outras coisas aconteçam também... Só que o não é negativo. E eu nunca gostei da palavra "negativo". Se bem que eu prefiro "menos" do que "mais"... ou é ao contrário? Não estou me lembrando agora...
Mas só de pensar que você poderia ter dito "não" naquela ocasião... E que diferença isso teria feito na sua vida!
Nossa... que medo de mim mesma...

Wednesday, June 18, 2008

Conveniência

"O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações norte-americanas multinacionais ? (...) O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia. Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."

Estraído de "Por que é que o mundo odeia os EUA?", carta enviada pelo bispo americano e ex-combatente do Vietnã Robert Bowan ao presidente dos Estados Unidos da America, G. W. Bush.


***



Na foto, o último "rei negro", Mobutu Sese Seko. Mobutu subiu ao poder com ajuda americana e serviu de comandante-fantoche por muitos anos, já que o ex-Zaire -atual República Democrática do Congo -é um dos países com mais riquezas naturais da África.
Apesar de seu regime extremamente ditatorial e sangrento, os Estados Unidos continuaram a apoiar Mobutu por décadas. Quando ele já não era mais conveniente, entretanto, os americanos voltaram a entrar no país, causando a queda do tirano. Não é preciso dizer que o saldo dessa "brincadeirinha" foi de milhões de mortes, certo?

Saturday, June 14, 2008

Terrorismo estatal

Eu, futura jornalista desatualizada que sou, descobri que, no dia 30 de Maio, diplomatas de 111 países se reuniram para assinar um documento visando a proibição do uso de bombas de fragmentação. Segundo o "Estadão", "O documento prevê que os signatários concordaram em proibir, sob qualquer circunstância, o uso, desenvolvimento, fabricação, aquisição e armazenamento desse tipo de munição, cujas vítimas são majoritariamente civis. Eles aceitaram ainda que, nos próximos oito anos, financiarão programas para limpar campos de batalha onde haja cápsulas dormentes do armamento."
Essas bombas, para quem não sabe, são aquelas que se fragmentam no solo soltando várias outras bombinhas por uma extensa área. Assim, a chance de atingir civis é muito grande, já que os fragmentos podem acabar funcionando como minas antipessoais ao permanecerem inativos por meses ou mesmo anos. Por isso, mesmo após o término do conflito bélico em questão, essas bombas continuam a fazer vítimas, sendo que muitas destas são crianças... Isso porque os fragmentos geralmente apresentam uma forte coloração, sendo confundidos com brinquedos.
Eu nem preciso falar, então, que a decisão tomada em Dublin, que tem um prazo de cumprimento para 2009, é muito boa, certo?
A questão, porém, é que ela não é tão boa assim... Ela não é tão boa assim porque o maior produtor e consumidor das bombas de fragmentação não aceitou o tratado. Alegando que essa decisão iria afetar os conflitos em que estivesse envolvido, os Estados Unidos -assim como o seu fiel escudeiro, Israel -não concordaram com a proibição. Apesar de, segundo as palavras de seu diplomata, preocupar-se enormemente com as questões humanitárias envolvidas...
***

Menino iraquiano vítima das bombas de fragmentação.

Segundo denúncia da Human Rights Watch, no Afeganistão ainda permanecem sem explodir 250 mil projéteis disseminados pelas bombas norte-americanas. Durante a própria guerra, os afegãos as confundiam com as rações lançadas por ajudas humanitárias, já que apresentavam a mesma cor e formato.
Em 1999, na Sérvia, os Aliados soltaram bombas de fragmentação, sendo que cada arma possuía 202 minibombas em pequenos cilindros amarelos que lembravam garrafas de bebida.
Segundo a ONU, em 2006, Israel lançou 4,3 milhões de sub-munições de bombas de fragmentação no Líbano, das quais mais de 1 milhão não explodiu. Detalhe óbvio é que todas eram de origem americana.
O iraque também acabou se transformando em um campo minado, pois as bombas foram lançadas indistintamente, inclusive em lavouras e áreas residenciais.
Só para não me estender muito, segundo um relatório da Handicap Internacional, 98% das vítimas deixadas pelas bombas de fragmentação são civis.
E sim, claro... Os Estados Unidos se importam, de fato, com as questões humanitárias.

Wednesday, June 11, 2008

Preparando Pequim

Eu estava dando uma olhada no site da WSPA (The World Society for the Protection of Animals) quando uma notícia me chamou a atenção: "WSPA urges rethink on Beijing cat cull". O que está acontecendo na China, mais especificamente em Pequim, é o seguinte: o governo está promovendo a matança de gatos de rua por causa das Olimpíadas.
Na verdade, os gatos, que estão em grande número na cidade, são rodeados e levados para locais de onde não mais retornam. A suspeita é a de que são mortos de forma brutal.
O engraçado -ou não -é que fatos do tipo nunca são bem noticiados. Ninguém nunca fala sobre o destino dos animais envolvidos no mercado de peles -que, geralmente, são deixados sem pele mesmo para morrer em qualquer lugar ou servem de ração para os outros animais -, sobre como é a maioria dos treinamentos aos quais os animais de circo são submetidos -envolvendo sofrimento físico e psicológico -ou mesmo sobre como ocorre o abate de milhões de animais que servem de alimento*.
Será que é por falta de interesse? Já que muitos acham que esses assuntos são para aquelas pessoas alternativas e sensíveis, que ficam abraçando árvores, e etc etc...
Ou será que é porque as pessoas preferem ficar na ignorância? E eu não digo "ignorância" no sentido pejorativo, mas sim no de não estar ciente dos acontecimentos. Afinal, como uma professora minha de História me falou há muitos anos, "Feliz é o ignorante, pois ele vive na doce ilusão de não saber a verdade".
De qualquer jeito, assim como a WSPA, acredito que os visitantes das Olimpíadas se importariam bem mais com o fato de que um "extermínio" de animais está entre as preparações para a chegada deles do que com a presença de gatos andando pelas ruas.
*E eu não estou nem sutilmente insinuando que todos devem se tornar vegetarianos; apenas acho que existem formas mais humanas (e é "humanas" mesmo) de se promover a morte de um animal do que as que majoritariamente imperam nos abatedouros do Brasil e do mundo.

Monday, June 09, 2008

Podres poderes

Enquanto os homens exercem seus podres poderes, motos e fuscas avançam os sinais vermelhos e perdem os verdes... somos uns boçais. Queria querer gritar setecentas mil vezes como são lindos os burgueses e os japoneses, mas tudo é muito mais.
Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica, que sempre precisará de ridículos tiranos? Será que essa minha estúpida retórica terá que soar, terá que se ouvir por mais mil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes, índios e padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes fazem o carnaval. Queria querer cantar afinado com eles, silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase, ser indecente... Mas tudo é muito mau.
Ou então cada paisano e cada capataz, com sua burrice, fará jorrar sangue demais nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais. Será que apenas os hermetismos pascoais e os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes, morrer e matar de fome, de raiva e de sede são tantas vezes gestos naturais. Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo daqueles que velam pela alegria do mundo, indo mais fundo; tins e bens e tais.
"Podres poderes", Caetano Veloso.

Monday, May 26, 2008

Because maybe...

And all the roads we have to walk are winding. And all the lights that lead us there are blinding. There are many things that I'd like to say to you, but I don't know how... Because maybe you're gonna be the one that saves me. And after all, you're my wonderwall.

"Wonderwall", Oasis.

Wednesday, May 14, 2008

Divergências na prática jornalística

A objetividade, porém, não é uma característica facilmente encontrada em uma profissional do Jornalismo e em seu trabalho. Na verdade, encontrar um texto objetivo –e isso quer dizer que são considerados os aspectos atrelados a esse conceito, tais como a veracidade, a imparcialidade e a exatidão –é uma tarefa praticamente impossível, já que a prática jornalística acaba diferindo em partes do que o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros institui e do que a maioria dos teóricos fala sobre ela própria.
Considerando, porém, a natureza humana e toda a sua complexidade, não é difícil de entender o porquê de certos teóricos considerarem a objetividade/imparcialidade apenas um mito, e não uma prática do Jornalista. O próprio Juarez Bahia fala sobre as dificuldades de se conseguir realizar um trabalho objetivo e imparcial e de alguns obstáculos para isso, como a formação cultural –característica inerente ao ser humano –e a arrogância do profissional de jornalismo.
José Marques de Melo, autor de “A questão da objetividade no jornalismo”, ainda diz que, mesmo que a objetividade esteja ligada à fidelidade com que o jornalista retrata a realidade, na prática, ela se torna um "mecanismo de síntese", sendo que a "objetividade se converteu em sinônimo de verdade absoluta e é vendida como ingrediente para camuflar a tendenciosidade que existe no cotidiano dos veículos de comunicação".
A questão é que, ao trabalhar com uma empresa ligada à divulgação de notícias, o jornalista está também se comprometendo com os anunciantes de tal empresa, sendo esta sujeita, obviamente, às leis de mercado. Assim, a exposição de fatos e acontecimentos que contrariem esses anunciantes não é tolerada, fazendo com que o jornalista deixe de lado seu dever de retratar tudo aquilo que seja de interesse da sociedade para dar prioridade aos interesses dos patrocinadores. Os proprietários de grandes empresas de comunicação não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, definem sua linha editorial e os jornalistas que trabalham nelas a cumprem.
Há também outra questão importante, que é a da corrupção. Através de propinas, o jornalista e a empresa pra qual trabalha são levados a “ignorar’ certos acontecimento políticos e públicos ou a olhar “com bons olhos” certos fatos que exigiriam uma visão crítica mais aguçada e uma maior apuração.
Não é apenas, porém, por causa de questões moralmente contrárias à ética jornalística citadas acima que a objetividade se torna tão difícil na prática. O caso é que, para qualquer ser humano, deixar de lado suas convicções e ideologias, bem como seus valores morais conquistados e construídos durante toda a sua vida, é algo, se não impossível, improvável de ser conseguido. Portanto, as opiniões do jornalista sempre acabam influenciando no modo como ele vê e noticia os fatos, quer ele seja mais ou menos tendencioso.
Ao selecionar fatos comuns para serem noticiados, o jornalista já está usando também seus valores e sua vivência pessoal para saber o que é de interesse público ou não. Acaba usando também suas opiniões políticas e sociais, já que, como qualquer outro cidadão, ele também está incluído na vida política do país e nos acontecimentos que tomam como palco o grupo social em que está inserido.
Analisando o que José Marques de Melo falou e levando em consideração o que a maioria dos teóricos diz sobre a relação do jornalismo com a objetividade e ainda o famoso mito de que o jornalista apenas deve transmitir os fatos, enquanto que a pessoa a quem ele é transmitido é que deve formar suas próprias opiniões, os profissionais se utilizam de muitas técnicas para transparecer imparcialidade. O tratamento impessoal é a principal delas, fazendo parecer que o que está ali relatado não foi observado e formulado por uma pessoa, mas sim que são as próprias informações verídicas em si, isentas de opinião.
Mesmo aparentando objetividade, porém, o jornalista muitas vezes se utiliza de imagens, gráficos ou mesmo do texto falado ou escrito para transmitir o fato a partir de seu ponto de vista ou do ponto de vista de sua empresa, marcando uma matéria tendenciosa. O público, entretanto, enganado pela áurea de imparcialidade envolta no jornalista, acaba assimilando as informações já direcionadas a uma forma de pensar sem saber que, na verdade, não foi ele que formulou aquelas conclusões. O jornalista, obviamente, se aproveita dessa situação, fazendo da mídia um importantíssimo formulador de opiniões de interesse público ou não, já que fatos que não interessariam à sociedade em geral são elevados a uma dimensão de grande importância.

Sunday, May 11, 2008

A objetividade - teoria

Embora seja relacionada à forma do texto jornalístico por alguns teóricos, a objetividade é mais comumente ligada ao conteúdo. Exerce uma estreita relação com “exatidão” e “veracidade”, resultando na dita imparcialidade, que se torna sinônimo de objetividade ao também dissertar sobre a não-inserção do “eu” do jornalista na divulgação de uma notícia.
Assim, um texto objetivo é que aquele em que há a apresentação de características do objeto em questão a ser noticiado, sem haver comentários e impressões a respeito do mesmo e sem uso extremado de adjetivos e advérbios. Para isso, o jornalista deve se restringir ao que presenciou ou teve contato sem se incluir no acontecimento em si.
Seguindo essa linha, aparece como um dado extremamente importante o contato direto do jornalista com o fato a ser noticiado, já que é um de seus deveres atestar a veracidade do mesmo. Se isso não é possível, o profissional deve tentar de outras maneiras chegar a essa mesma constatação. Apenas através de uma apuração a fundo do caso é que a exatidão, ou mesmo a verossimilhança com a realidade, é alcançada. 1
Como já foi dito anteriormente, outra preocupação do jornalista deve ser a de divulgar noticias que estejam de acordo com o “interesse público”. A objetividade entra, nessa questão, na medida em que o jornalista analisa os diversos fatos rotineiros para selecionar quais são aqueles que apresentam um teor de importância à sociedade em si, como um todo. Afinal, ser objetivo é ser imparcial, o que significa que, ao fazer essa triagem, o jornalista deve se isentar de interesses pessoais, políticos ou mesmo mercadológicos. Caso isso não aconteça e o jornalista selecione e noticie fatos que interessem a uma pequena parcela da sociedade, ele estará ferindo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros 2 .
O mesmo caso acontece caso o jornalista deixe de divulgar algo apenas por seu caráter jurídico devido a alguma divergência de interesse próprio ou de algum associado, sendo esse acontecimento de alguma relevância pública. 3
Outro dado importante que envolve a objetividade jornalística está ligado a uma maior percepção do acontecimento em si. Não uma percepção pessoal ou de sentido semelhante, mas sim a de procurar ver e contemplar todas as facetas envolvidas no fato. Para que não haja parcialidade, o jornalista deve procurar apurar o fato ouvindo e buscando informações não apenas de uma fonte, mas várias, e de diferentes classes sociais, econômicas ou de qualquer outro critério que possa ser usado. Assim, a divulgação do fato não estará envolvendo apenas uma pequena parte dos elementos envolvidos, mas sim a uma grande ou parte total, se possível.
Essa teoria de “ouvir os dois lados” ainda colabora com a não monopolização da informação, pois incentiva “a manifestação de opiniões divergentes” e “o livre debate de idéias” 4, tarefas importantes para se obter uma atitude imparcial e objetiva.
1 Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. II, Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.
2 Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. II, Art. 6o É dever do jornalista: II - divulgar os fatos e as informações de interesse público;
3 Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. I, Art. 2o , I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.
4 Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. II, Art. 7o , III

Saturday, May 03, 2008

Sweet, sugar...

Tarzan and Jane were swingin' on a vine
Sippin' from a bottle of vodka double wine
Sweet, sugar, candyman

I met him out for dinner on a Friday night. He really got me working up an appetite. He had tattoos up and down his arm...There's nothing more dangerous than a boy with charm.
He's a one-stop shop, makes my panties drop. He's a sweet talkin' sugar coated candyman.
He took me to the Spider Club at Hollywood and Vine. We drank champagne and we danced all night. We shook the paparazzi for a big surprise... The gossip tonight will be tomorrow's headline. He's a one-stop shop, makes my cherry pop. He's a sweet talkin' sugar coated candyman.
Well, by now I'm getting all bothered and hot. When he kissed my mouth he really hit the spot... He got lips like sugar cane! Good things come for boys who wait.

Tarzan and Jane were swingin' on a vine
Sippin' from a bottle of vodka double wine
Sweet, sugar, candyman
He's a one-stop, gotcha hot, makin all the panties drop
Sweet, sugar, candyman
He's a one-stop, got me hot, makin' my *uh* pop
Sweet, sugar, candyman
He's a one-stop, get it while it's hot, baby don't stop

He got those lips like sugar cane! Good things come for boys who wait. He's a one-stop shop with a real big *uh*... He's a sweet talkin' sugar coated candyman.

Tarzan and Jane were swingin' on a vine
Sippin' from a bottle of vodka double wine
Jane lost her grip and a-down she fell
Squared herself away as she let out a yell
"Candyman", Christina Aguilera.

Friday, May 02, 2008

Rien de rien...

Engraçado como as coisas acontecem...
Você pode estar triste, desesperada, arrependida, nostálgica, iludida... ou mesmo feliz, exuberante... Na verdade, não importa como você está se sentindo. O caso é que, quando você se senta lá, naquele banquinho improvisado, e passa a mão por aquela suavidade; o preto no branco, o branco no preto... É como se uma estranha calma se apossasse de você. E os problemas se afastam, como se não existissem ou como se, de repente, não parecessem tão problemáticos assim... E os motivos de felicidade também desaparecem, e sua vida se concentra em seus dedos, e o mundo à sua volta fica nebuloso e desinteressante...
Como a melodia entra em sua mente! Como seus dedos parecem correr sozinhos, concentrando sua vida e, ao mesmo tempo, tão independentes de você... Como suas dúvidas somem e como você se sente tão forte, superior a tudo aquilo que pode lhe causar algum mal...

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu'on m'a fait,
Ni le mal, tout ça m'est bien égal!
Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
C'est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé.
Avec me souvenirs,
J'ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n'ai plus besoin d'eux.
Balayés les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours,
Je repars à zéro.
Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu'on m'a fait,
Ni le mal, tout ça m'est bien égal!
Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd'hui, ça commence avec toi!


"Non, Je ne regrette rien", Edith Piaf

Thursday, April 24, 2008

Objetividade

Segundo Juarez Bahia, autor de “Introdução à Comunicação Social”, “objetividade significa apurar corretamente, ser fidedigno, registrar as várias versões de um acontecimento. É também ser criterioso, honesto e impessoal”. Com esse conceito em mãos, portanto, parece quase um paradoxo o fato de que os jornalistas tenham que ser objetivos. Afinal, assim como um historiador, parece ser impossível para um jornalista se isentar de suas opiniões e de sua experiência de vida ao registrar um acontecimento, já que o simples fato de ele escolher o que vai noticiar já é uma forma de parcialidade.
Entretanto, a Teoria da Comunicação básica empregada em instituições que ensinam a profissão de Jornalista, bem como a teoria da construção de textos jornalísticos, é marcada por palavras como “imparcialidade”, “objetividade”, “exatidão” e “veracidade”. O próprio Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros disserta sobre “a verdade no relato dos fatos” e sobre o ato de “divulgar os fatos e as informações de interesse público”.
O que é, porém, “informações de interesse publico”? E como uma pessoa vai saber qual é a verdade em um fato? E será possível ser “criterioso, honesto e impessoal”?
A objetividade existe mesmo ou é um mito jornalístico?
ah... Feliz aniversário, Alice :)

Tuesday, April 15, 2008

Garotas ao piano


"Jeunes filles au piano", Renoir.
Ha, meu tecladinho chega semana que vem!!
Sabe como é, se eu colocar meu piano dentro da minha quitinete, não vou conseguir nem andar...

Sunday, April 13, 2008

Lições da História

Há coisas que a humanidade não pode esquecer: a escravidão negra, o holocausto, os inúmeros genocídios africanos, as Grandes Guerras, o comunismo soviético, o atentado de 11 de setembro, as muitas invasões ao Oriente Médio, o domínio inglês dos chineses pelo ópio, o genocídio indígena nas Américas, todas as ditaduras militares...
O motivo para isso é simples: ao conhecer o passado, o homem talvez possa não voltar a cometer os mesmos erros e consiga evitar que os mesmos aconteçam.
A questão está justamente aí: ou as pessoas se esqueceram de todas as desgraças da humanidade ou então são "malvadas" -como diria a Veja -a ponto de causar mais uma vez acontecimentos semelhantes. Eu prefiro dizer que são gananciosas.

Ou talvez a resposta seja um pouco mais complexa -ou ainda, quem sabe, não haja uma resposta para isso. Afinal, a perseguição palestina-ou propenso "holocausto", segundo o governo israelense -já dura décadas e ninguém faz nada para impedi-la... e o engraçado -ou desesperador -é que ela é perpetrada por aqueles que também sofreram uma perseguição no passado.

Não sei... Talvez Freud explique ;)

Mas esse não é o momento de fazer piadas. Não quando tanto está em jogo.

Shenanigans

24 COISAS QUE VOCÊ NÃO PODE MORRER SEM SABER!!!
01 - O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
02 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.
03 - Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
04 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
05 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
06 - As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
07 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
08 - O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
09 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua.
10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 - Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
13 - As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé.
14 - O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
15 - Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.
16 - O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 - "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica.
20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.
22 - Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
23 - 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William Bonner no final.
24 - Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem este texto tentam lamber o cotovelo.
E Gó, feliz aniversário!
Muuuuuuuita saudade de você ;p

Thursday, April 10, 2008

Nostalgia

Será que a nostalgia é um sentimento inerente ao homem? Digo, será que sempre estar com saudade do passado ou ter um desejo -secreto ou não -de voltar no tempo é algo que sempre está presente na mente humana?
Ter aquela sensação de que antigamente as coisas eram melhores... Que o mundo hoje é corrompido e desumano. E ter também a impressão de que o futuro guarda caminhos ainda mais tortuosos...
Mas não preciso ir tão além assim: ter saudade da infância, pensar em determinada idade e rir dos problemas que achávamos que tínhamos naquela época... Ver o passado como se fosse uma coisa tão distante e inacessível, e tão inocente e puro, como se uma névoa o cobrisse e escondesse qualquer indício da mesma corrupção que já existia lá também...
Desejar ter nascido em outra época, achar que é um elemento estranho à sociedade que vive... Pensar que é tão inadequado, mas se esquecer que, mesmo no passado, as pessoas já pensavam essas mesmas coisas...
Sempre desejando o que já se passou, pois o passado é certo e seguro... e temendo o que está por vir.

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
"Os ombros suportam o mundo", Carlos Drummond de Andrade

Wednesday, April 09, 2008

O mal do homem

"Por que as pessoas são tão cruéis?"
"Ódio. Loucura, não sei..."
Continuando, então. E eu gostaria de dizer que talvez meus pensamentos tomem um rumo diferente daquele que seria originalmente se eu tivesse continuado a escrever na segunda -que foi o dia do Jornalista, a propósito. É que só fui ler a Veja dessa semana hoje -tarefa que fico adiando o máximo possível por razões que, acho, já são bem claras para qualquer pessoa que me conhece.
Para quem não leu, a revista, em sua matéria de capa, culpa todos -ou quase todos -os atos humanos ligados a genocídos, mortes, torturas, etc, à maldade. Hmm, meio maniqueísta, devemos concordar. Deixando meus preconceitos à parte -algo que é impossível de se fazer, mas tudo bem... -, há um rápido comentário sobre a guerra civil de Ruanda, falando que a "psicopatia (...) é um distúrbio raro. Não explica o mal em grande escala – genocídios como os que ocorreram na Bósnia ou em Ruanda nos anos 90, por exemplo."
Hmm, ok. O problema é que eu não consigo ler a Veja sem ver um defeito ou sem esperar achar um, na verdade. Ou seja, eu não consigo ler esse trecho sem achar que, por trás disso, há uma clara mensagem falando que os hutus são malvados. Outra neurose minha, aliás, porque eu também não consigo deixar de pensar naqueles filmes da Disney, com a bruxa malvada e a princesa pura, toda vez que a palavra "mal" é mencionada.
Mas existe realmente o mal? Bem, a revista -ou o jornalista, no caso -insiste que sim... E o pior é eles montaram uma matéria tão bem bolada, cheia de exemplos, de nomes famosos, de pensadores, de Satanás, Igreja, etc, etc, que você fica na dúvida quando acaba de ler! Sim, os ladrões, os assassinos, os hutus, os bôsnios, os soldados americanos de Abu Ghraib, a mãe que jogou a filha no rio... Malvados, malvados, malvados, todos eles! E não se esqueça que "Contrariando as ilusões de certo humanismo que acredita na possibilidade de reeducar qualquer criminoso, indivíduos assim são irrecuperáveis.". Ou seja, joga todo mundo na cadeia. Ou mate logo, já que eles têm a "natureza cega do mal".
Deixando as brincadeiras de lado, acho que é muito cômodo jogar a culpa em cima de um "distúrbio" irrecuperável como a maldade. Afinal, desse modo, a culpa de certas pessoas agirem de certos modos acaba se deslocando do externo para o interno. Claro que a revista não pára por aí, ela fala também de certos estímulos do meio, bem como situações, que meio que acordam esse lado malvado em algumas pessoas. Entretanto, só em insistir no mal em si é, para mim, uma atitude ingênua. Ou esperta, a depender do seu ponto de vista.
De qualquer jeito, como eu ia falando no outro dia, pode ser que pareça que eu pense exatamente a mesma coisa que a revista aos olhos de quem leia isso, mas acho que há uma diferença fundamental entre ódio e maldade. Ao meu ver, o ódio é uma consequência que pode ser causada em qualquer pessoa, enquanto que a maldade parece ser um sentimento ou um estado de mente por si só, encerrado em si mesmo e sem mais explicações. Não sei se estou me fazendo entender... Mas é que falar que os hutus mataram tantos tutsis só por maldade parece ser um trecho de uma história infantil! Os hutus só mataram porque são malvados -ou cruéis... Isso, qualquer criança entende e acha perfeitamente compreensível, mas eu não; o mundo é muito mais complexo do que isso. Você falar, porém, que os hutus mataram tutsis porque sentiam ódio deles já é uma outra história! Citando o diálogo do filme, as pessoas são cruéis porque sentem ódio, e não porque são malvadas! Afinal, crueldade e maldade são sinônimos, certo? Ou seja, as pessoas se tornam malvadas porque sentem ódio!
E que se excluam os casos de psicopatia, como eu já tinha falado na segunda-feira. Melhor: vamos igualar psicopatia à loucura, e então teremos um diálogo mais fantástico ainda no filme.
"Por que as pessoas são tão malvadas?"
"Ódio. Psicopatia, não sei..."

Jornalista com Diploma

Campanha em Defesa da Formação e Regulamentação Profissional dos Jornalistas
Carta à Sociedade
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), os 31 Sindicatos de Jornalistas a ela filiados em todo país e o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) solicitam a sua adesão à campanha nacional que estamos promovendo em defesa da formação universitária específica de jornalista como condição essencial ao registro para o exercício profissional.
(...)
É importante esclarecer, já de início, que a defesa da formação específica para o exercício do jornalismo está longe de ser uma questão unicamente corporativa. Trata-se, acima de tudo, de atender à exigência cada vez maior, na sociedade contemporânea, de que os profissionais da comunicação tenham um alto nível de qualificação técnica, teórica e principalmente ética. Com este entendimento e:
considerando que, depois de 60 anos de regulamentação profissional e 80 de lutas pela formação superior em Jornalismo, enfrentamos agora a clara ameaça do fim de quaisquer exigências legais para o exercício da profissão de jornalista;
considerando que o ataque à profissão jornalística é mais um ataque às liberdades sociais e às profissões em particular, cujo objetivo fundamental é desregulamentar as profissões em geral e aumentar as barreiras à construção de um mundo mais pluralista, democrático e justo;
considerando que a decisão judicial acarreta claros prejuízos à ética profissional, avilta as condições de trabalho e salariais dos jornalistas e abre espaço para a contratação, nas empresas jornalísticas, de apadrinhados políticos e ideológicos sem a essencial formação específica na área;
considerando que a existência de uma imprensa livre, comprometida com os valores éticos e os princípios fundamentais da cidadania, portanto cumpridora da função social do jornalismo de atender ao interesse público, depende também de uma prática profissional qualificada;
considerando que uma das formas de se preparar, de se formar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em jornalismo e que já existe liberdade garantida para quem quiser expor sua opinião na imprensa, como entrevistado ou articulista de uma determinada área;
considerando, finalmente, que se a decisão for mantida, atinge profissionais e estudantes de jornalismo numa de suas principais conquistas, desrespeita as identidades de cada área (e com isso desrespeita também as demais), e fere frontalmente a sociedade em seu direito de ter informação apurada por profissionais, com qualidade técnica e ética, bases para a visibilidade pública dos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas, atacando portanto o próprio futuro do país e da sociedade brasileira;

solicitamos o seu engajamento nesta campanha em defesa da formação superior específica para o exercício da profissão de Jornalista, através da promoção e/ou participação em atividades programadas pela FENAJ, Sindicatos e FNPJ e também do envio de moção de apoio para: STF (Supremo Tribunal Federal), TRF 3ª Região (Tribunal Regional Federal da Terceira Região), STJ(Superior Tribunal de Justiça), Procuradoria-Geral da República, Câmara Federal e Senado, Procuradoria-Geral do Trabalho,Tribunal Superior do Trabalho e Conselho Superior da Justiça Federal, além do encaminhamento de uma cópia para a FENAJ. Os endereços eletrônicos seguem abaixo. O modelo de moção (..) pode ser encontrado nos sites da FENAJ, do FNPJ e dos Sindicatos em todo o país.

Saudações sindicais!
Brasília, junho de 2005
www.fenaj.org.br

Tuesday, April 08, 2008

50 anos de Rock

http://veja.abril.com.br/especiais/rock/base.html

É Veja e talz, mas tá muito bom!
Tirando a parte em que fala que Sid matou Nancy. Alôô, ninguém nunca provou isso!

Monday, April 07, 2008

Motivação?

"Por que as pessoas são tão cruéis?"
"Ódio. Loucura, não sei..."
Esse é um diálogo do filme "Hotel Ruanda", de Terry George. Já tem um tempo que assisti, mas sempre lembro dessa parte; é quando o país está entregue à guerra e os "brancos" já tinham ido embora. O gerente do hotel, Paul, conversava com um de seus funcionários, e sua resposta é espetacular. "Ódio."
Concordo. Quer dizer, não tem nem como discordar, tem? Ninguém mata porque gosta ou porque está entediado, a menos que tenha problemas mentais... Pelo menos, é nisso que eu quero acreditar.
Mas depois eu continuo.
Essa tendinite no meu pulso está realmente me matando...