Friday, August 15, 2008

Pelo direito de todos

Estudantes vegetarianos da Universidade de São Paulo pedem cardápio alternativo

Segundo o COSEAS, a Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo (campus da capital), “a Divisão de Alimentação recebe inúmeros pedidos dos usuários vegetarianos”. Estes usuários dos restaurantes da universidade, que já representam uma parcela considerável do total de estudantes que freqüentam o “Bandejão”, não apenas querem saber sobre a composição dos cardápios, mas também sobre uma questão que tem recebido cada vez mais destaque no cenário universitário: a adoção de opções vegetarianas em todos os restaurantes do campus.

Tendo um acompanhamento profissional competente –que possibilita a inclusão de opções para diabéticos e ainda a divulgação do valor calórico de cada alimento -, o “Bandejão” da USP é capaz de atender, de fato, as carências nutricionais de uma pessoa que se alimenta de carne. Para os vegetarianos, porém, a ausência da principal fonte de proteínas, vitaminas e minerais gera uma deficiência alimentícia grande, já que eles passam a se alimentar de apenas arroz, feijão e dois preparadas de verduras e legumes.
Essa deficiência geralmente decorre de baixas quantidades de Ferro e de algumas vitaminas do Complexo B –como a B12 -, o que pode levar àqueles que adotam a dieta vegetariana a desenvolver uma anemia ou ainda inúmeros outros problemas de saúde. E, mesmo que procurem em complementos alimentares –pílulas –os nutrientes que lhes faltam, a absorção dos mesmos é muito mais eficiente quanto presentes em algum alimento propriamente dito. Assim, a presença de opções sem carne acaba se tornando algo extremamente importante para a saúde dos vegetarianos.
Preocupados justamente com essas questões e respondendo aos constantes pedidos, opções com proteína vegetal texturizada, arroz integral e uma maior variação de verduras e legumes foram adotadas no Restaurante da Física, um dos cinco restaurantes localizados na Cidade Universitária. “O problema”, como diz Juliana Barbosa, estudante de Medicina da Universidade de São Paulo, “é que o Bandejão da Física fica longe da maioria dos cursos e é muito pequeno também”. Ou seja, apesar de ser adequada aos pedidos e necessidades dos vegetarianos, essa medida ainda não foi suficiente –ainda mais para estudantes como Juliana, que, para usufruir o serviço de alimentação da universidade de uma forma adequada a sua dieta, precisa se locomover do campus da Faculdade de Medicina até a Cidade Universitária, já que o restaurante local não apresenta tais opções alternativas.
“Sugiro que todos os vegetarianos da USP e aqueles que se compadecerem pela nossa causa se unam para reivindicar a opção vegetariana em todos os bandejões!”, continua Juliana. Afinal, mesmo sendo uma escolha extremamente pessoal, a adoção de uma dieta sem carne e a prática saudável dessa mesma adoção representam algo muito maior do que a preocupação de um grupo específico de estudantes da Universidade de São Paulo; representam o direito que as pessoas têm de exercer suas diferenças e de seguir seus ideais com liberdade. Essa é, portanto, uma luta de todos.

Thursday, August 14, 2008

Não é coisa do passado...

Documents seen by Greenpeace show that French company Areva is failing to implement vital safety procedures in the troubled construction of its prototype European Pressurized Water Reactor (EPR) in Olkiluoto, Finland. As well as being 2-3 years behind schedule, 70 per cent over budget, and experiencing 1,500 construction defects along with a damaging fire, the reactor's safety cannot be guaranteed."
...mas pode continuar sendo se países como o Brasil perceberem que há formas energéticas alternativas mais rentáveis e seguras do que a nuclear.

Monday, August 11, 2008

E não é nostalgia

"Ah, mas é porque que você só escreve coisas sérias... É tipo um soco no olho, sabe, e as pessoas não gostam disso. Elas gostam daquela doce ilusão de que a vida é linda e de que o mundo inteiro vive feliz como elas... Você tem que ser mais compreensiva; o que parece muito importante para você, pode não ser importante para os outros. Ainda mais quando o que você acha importante faz com que a gente se sinta tão culpado e triste."

Mas é engraçado como as coisas mudam... Décadas atrás, na época das ditaduras militares, da guerra do Vietnã e de uma constante tensão mundial, era legal e "descolado" ser politizado. Era legal você se importar com o mundo e querer mudá-lo. Hoje, entretanto, isso é coisa de "idealista de esquerda", de gente sonhadora e, diga-se de passagem, séria demais.

Será que é preciso haver uma situação de opressão escancarada para as pessoas se importarem? É preciso que o mundo se torne um lugar (mais) claramente injusto para que as pessoas deixem de lado o "sério" e admitam o "necessário"?

Friday, August 08, 2008

Star dust


E é tanta matéria naquele pontinho pequenininho que seria impossível calculá-la... Um jogo das quatro principais forças, lutando entre si em um balanceamento não tão eterno assim; uma transformação constante de elementos, fusões, fissões, gerando todos os elementos químicos possíveis, e saídos de um simples H; temperaturas altíssimas, pressão -nem se fala -, e mais e mais matéria condensada -matéria não se cria, lembra?, apenas se transforma, e o universo inteiro estava ali...

Até que a gravidade vence. Ou não. O caso é que, como na formação de um buraco negro (em que a matéria de uma estrela morta se condensa tanto que a "gravidade" cria uma variação "implosiva" no elástico tecido tempo-espaço), só que de forma inversa, o pontinho se expande. Pura entropia em uma big explosion -ou será bang?

Mas não. Porque entropia é constante. E o pontinho, como também em um buraco negro, sofreu uma condensação anterior para atingir o tamanho de... ér... um pontinho. O que significa que... o processo é constante? Se hoje já é cientificamente comprovado que o universo está se expandindo, significa que ele sofreu um impacto inicial para seguir em inércia pelo vácuo, mas o jogo de forças -ou deformações na dimensão tempo-espaço, como quis Einstein -faz com que, ocasionalmente, os corpos sejam atraídos uns para os outros, a ponto de deter essa expansão. E inicar uma atração mútua: planetas com satélites, planetas com planetas, planetas com estrelas, estrelas com estrelas, sistemas com sistemas, constelações com constelações, universo... com universo? ;D

E todos alegremente -ou não! -vão se unindo, vão se chocando, vão se destruindo, fundindo, gravidade com gravidade, vetorzinho com vetorzinho, fusão, fissão, carbono, hélio, hidrogênio... e lá está ele de novo, aquele pontinho denso e incrivelmente pesado!

...

Mas a luta recomeça. Força forte do núcleo, força fraca do núcleo, gravidade, mais fissão, mais fusão, mais vetores, mais pressão... E a gravidade ganha, ela sempre ganha. E aí...
Big. Bang.
Imagem em infravermelho da nossa Milky Way.

Wednesday, July 23, 2008

E o trabalho infantil?

"On August 31, 2008 one million people will run the Nike+ 10K Human Race and raise funds for good causes. The UN Refugee Agency is proud to be one of the causes to benefit, through our ninemillion.org campaign.
Wherever you are - you can sign up to be part of the ninemillion team. Refugee children need your support and it doesn't take much - just your running shoes! You could even build a team!
Run for good. Run for refugee children!"

Nike?
A hipocrisia é, de fato, um dos principais ingredientes do capitalismo.

Monday, July 21, 2008

De uma infiel

Onde nasci, a morte é uma visita constante. Um vírus, uma bactéria, um parasita; a seca e a fome; soldados e torturadores matam qualquer um a qualquer hora. A morte chega nas gotas de chuva que se transforma em inundação. Apodera-se da imaginação dos que estão no poder e mandam os subordinados perseguirem, torturarem e matarem qualquer um que lhes pareça inimigo. A morte seduz muita gente a dar cabo à própria vida para fugir de uma realidade insuportável. Devido à idéia da honra perdida, muiras mulheres vêem a morte chegar pelas mãos do pai, do irmão ou do marido. Ela arrebata as jovens, no parto, e deixa o recém-nascido órfão nas mãos de estranhos.
Para quem vive na anarquia e na guerra civil, como na minha Somália natal, a morte espreita em toda parte.
(...)
Na infância, primeiro topei com a força bruta do islã na Arábia Saudita. Coisa muito diferente da religião diluída da minha avó, tão mesclada com práticas mágicas e crendices pré-islâmicas. A Arábia Saudita é a fonte e a quintessência do islamismo. O lugar em que se pratica a religião muçulmana na sua forma mais pura e a origem de grande parte da visão fundamentalista que, desde o meu nascimento, tem se propagado muito além de suas fronteiras. Naquele país, cada alento, cada passo que dávamos estava impregnado de conceitos de pureza ou pecado, e de medo. O pensamento volitivo acreca da tolerância pacífica do islã não pode afastar a realidade: decepam-se mãos, as mulheres continuam sendo apedrejadas e escravizadas, tal como decidiu o profeta Maomé há séculos.
O tipo de pensamento que presenciei na Arábia Saudita e na Fraternidade Muçulmana, no Quênia e na Somália, é incompatível com os direitos humanos e os valores liberais. Preserva uma mentalidade feudal arrimada em conceitos tribais de honra e vergonha. Apóia-se no auto-engano, na hipcrisia e em padrões dúplices. Depende dos avanços tecnológicos ocidentais ao mesmo tempo que finge ignorar sua origem no pensamento ocidental. Essa mentalidade torna a transição para a modernidade muito dolorosa para todos os praticantes do islamismo.
(...)
Acusam-me de haver interiorizado o sentimento de inferioridade racial a ponto de atacar a minha própria cultura, movida pelo ódio a mim mesma, pois quero ser branca. É um argumento enfadonho. Acaso a liberdade existe unicamente para os brancos? Acaso é amor-próprio aderir às tradições dos meus ancentrais e mutilar as minhas filhas? Aceitar ser humilhada e impotente? Observar passivamente os meus conterrâneos espancarem as mulheres e se massacrarem em disputas sem sentido?
(...)
As pessoas muitas vezes deduzem que sou revoltada por ter sido submetida à clitorectomia ou porque meu pai me casou com um desconhecido. Elas nunca deixam de acrescentar que essas coisas são raras no mundo muçulmano moderno. O fato é que centenas de milhões de mulheres, em todo o planeta, vivem em casamentos forçados e que seis mil meninas sofrem citorectomia diariamente. A mutilação não me afetou a capacidade intelctual; e quero ser julgada pela legitimidade dos meus argumentos, não como vítima.
A minha preocução central e motivadora é o fato de as mulheres serem oprimidas no Islã. Essa opressão impõe aos muçulmanos -homens e mulheres - um grande atraso em comparação com o Ocidente. Cria uma cutulra que provoca mais atraso a cada geração; Seria melhor para todos -sobretudo para os maometanos -que essa situação mudasse.
(...)
As pessoas se adaptam. Aquelas que nunca se sentaram em uma cedira aprendem a dirigir um carro e a operar uma máquina complexa; adquirem essa capacidade rapidamente. Do mesmo modo, os maometanos não precisam tardar seiscentos anos para modificar o seu modo de pensar a igualdade e os direitos individuais.
Quando procurei Theo para que me ajudasse a fazer "Submissão", eu queria transmitir três mensagens: primeiro, os homens e até as mulheres poder erguer os olhos e falar com Alá; os crentes têm a possibilidade de dialogar com Deus e de olhar para Ele de perto. Segundo, no islã de hoje, a interpretação rígida do Alcorão condena as mulheres a uma miséria intolerável. Mediante a globalização, cada vez mais homens com tais idéias se instalam na Europa com mulheres que eles possuem e brutalizam, e os europeus e demais ocidentais já não podem continuar fingindo que as graves violações dos direitos humanos só ocorrem em lugares remotos, muito remotos. A terceira mensagem é a frase final do filme: "Nunca me submeterei". É possível libertar-se - adaptar a fé, examiná-la criticamente e verificar até que ponto ela está na raiz da opressão.
Já me disseram que "Submission" é um filme por demais agressivo. Aparentemente, a sua crítica ao islã é muito dolorosa para que um muçulmano a suporte. Diga, não é muito mais doloroso ser uma mulher presa naquela gaiola?

"Infiel", de Ayaan Hirsi Ali.
Fotos: Ayaan e cena de "Submission"

Sunday, June 22, 2008

Talvez...

Estranho como as coisas acontecem.
Como uma decisão -aparentemente inofensiva e insignificante -pode tomar grandes proporções. Como uma pequena atitude pode fazer toda a diferença. Como o sim pode ser tão diferente do não. E como cada uma das duas opções de resposta representa caminhos distintos de acontecimentos.
(Será que sua vida pode mudar por causa de um sim -ou de um não?)
Sempre preferi o sim... o não me parece ser, literalmente, um estraga-prazeres; você está impedindo que algo aconteça. Mas, se for parar para pensar, o não permite que outras coisas aconteçam também... Só que o não é negativo. E eu nunca gostei da palavra "negativo". Se bem que eu prefiro "menos" do que "mais"... ou é ao contrário? Não estou me lembrando agora...
Mas só de pensar que você poderia ter dito "não" naquela ocasião... E que diferença isso teria feito na sua vida!
Nossa... que medo de mim mesma...

Wednesday, June 18, 2008

Conveniência

"O senhor reclama que os EUA são alvo do terrorismo porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que absurdo, Sr. Presidente ! Somos alvos dos terroristas porque, na maior parte do mundo, o nosso governo defendeu a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos dos terroristas porque somos odiados. E somos odiados porque o nosso governo fez coisas odiosas. Em quantos países agentes do nosso governo depuseram líderes popularmente eleitos substituindo-os por ditadores militares, fantoches desejosos de vender o seu próprio povo às corporações norte-americanas multinacionais ? (...) O povo do Canadá desfruta de democracia, de liberdade e de direitos humanos, assim como o povo da Noruega e da Suécia. Alguma vez o senhor ouviu falar de ataques a embaixadas canadianas, norueguesas ou suecas? Nós somos odiados não porque praticamos a democracia, a liberdade ou os direitos humanos. Somos odiados porque o nosso governo nega essas coisas aos povos dos países do Terceiro Mundo, cujos recursos são cobiçados pelas nossas multinacionais."

Estraído de "Por que é que o mundo odeia os EUA?", carta enviada pelo bispo americano e ex-combatente do Vietnã Robert Bowan ao presidente dos Estados Unidos da America, G. W. Bush.


***



Na foto, o último "rei negro", Mobutu Sese Seko. Mobutu subiu ao poder com ajuda americana e serviu de comandante-fantoche por muitos anos, já que o ex-Zaire -atual República Democrática do Congo -é um dos países com mais riquezas naturais da África.
Apesar de seu regime extremamente ditatorial e sangrento, os Estados Unidos continuaram a apoiar Mobutu por décadas. Quando ele já não era mais conveniente, entretanto, os americanos voltaram a entrar no país, causando a queda do tirano. Não é preciso dizer que o saldo dessa "brincadeirinha" foi de milhões de mortes, certo?

Saturday, June 14, 2008

Terrorismo estatal

Eu, futura jornalista desatualizada que sou, descobri que, no dia 30 de Maio, diplomatas de 111 países se reuniram para assinar um documento visando a proibição do uso de bombas de fragmentação. Segundo o "Estadão", "O documento prevê que os signatários concordaram em proibir, sob qualquer circunstância, o uso, desenvolvimento, fabricação, aquisição e armazenamento desse tipo de munição, cujas vítimas são majoritariamente civis. Eles aceitaram ainda que, nos próximos oito anos, financiarão programas para limpar campos de batalha onde haja cápsulas dormentes do armamento."
Essas bombas, para quem não sabe, são aquelas que se fragmentam no solo soltando várias outras bombinhas por uma extensa área. Assim, a chance de atingir civis é muito grande, já que os fragmentos podem acabar funcionando como minas antipessoais ao permanecerem inativos por meses ou mesmo anos. Por isso, mesmo após o término do conflito bélico em questão, essas bombas continuam a fazer vítimas, sendo que muitas destas são crianças... Isso porque os fragmentos geralmente apresentam uma forte coloração, sendo confundidos com brinquedos.
Eu nem preciso falar, então, que a decisão tomada em Dublin, que tem um prazo de cumprimento para 2009, é muito boa, certo?
A questão, porém, é que ela não é tão boa assim... Ela não é tão boa assim porque o maior produtor e consumidor das bombas de fragmentação não aceitou o tratado. Alegando que essa decisão iria afetar os conflitos em que estivesse envolvido, os Estados Unidos -assim como o seu fiel escudeiro, Israel -não concordaram com a proibição. Apesar de, segundo as palavras de seu diplomata, preocupar-se enormemente com as questões humanitárias envolvidas...
***

Menino iraquiano vítima das bombas de fragmentação.

Segundo denúncia da Human Rights Watch, no Afeganistão ainda permanecem sem explodir 250 mil projéteis disseminados pelas bombas norte-americanas. Durante a própria guerra, os afegãos as confundiam com as rações lançadas por ajudas humanitárias, já que apresentavam a mesma cor e formato.
Em 1999, na Sérvia, os Aliados soltaram bombas de fragmentação, sendo que cada arma possuía 202 minibombas em pequenos cilindros amarelos que lembravam garrafas de bebida.
Segundo a ONU, em 2006, Israel lançou 4,3 milhões de sub-munições de bombas de fragmentação no Líbano, das quais mais de 1 milhão não explodiu. Detalhe óbvio é que todas eram de origem americana.
O iraque também acabou se transformando em um campo minado, pois as bombas foram lançadas indistintamente, inclusive em lavouras e áreas residenciais.
Só para não me estender muito, segundo um relatório da Handicap Internacional, 98% das vítimas deixadas pelas bombas de fragmentação são civis.
E sim, claro... Os Estados Unidos se importam, de fato, com as questões humanitárias.

Wednesday, June 11, 2008

Preparando Pequim

Eu estava dando uma olhada no site da WSPA (The World Society for the Protection of Animals) quando uma notícia me chamou a atenção: "WSPA urges rethink on Beijing cat cull". O que está acontecendo na China, mais especificamente em Pequim, é o seguinte: o governo está promovendo a matança de gatos de rua por causa das Olimpíadas.
Na verdade, os gatos, que estão em grande número na cidade, são rodeados e levados para locais de onde não mais retornam. A suspeita é a de que são mortos de forma brutal.
O engraçado -ou não -é que fatos do tipo nunca são bem noticiados. Ninguém nunca fala sobre o destino dos animais envolvidos no mercado de peles -que, geralmente, são deixados sem pele mesmo para morrer em qualquer lugar ou servem de ração para os outros animais -, sobre como é a maioria dos treinamentos aos quais os animais de circo são submetidos -envolvendo sofrimento físico e psicológico -ou mesmo sobre como ocorre o abate de milhões de animais que servem de alimento*.
Será que é por falta de interesse? Já que muitos acham que esses assuntos são para aquelas pessoas alternativas e sensíveis, que ficam abraçando árvores, e etc etc...
Ou será que é porque as pessoas preferem ficar na ignorância? E eu não digo "ignorância" no sentido pejorativo, mas sim no de não estar ciente dos acontecimentos. Afinal, como uma professora minha de História me falou há muitos anos, "Feliz é o ignorante, pois ele vive na doce ilusão de não saber a verdade".
De qualquer jeito, assim como a WSPA, acredito que os visitantes das Olimpíadas se importariam bem mais com o fato de que um "extermínio" de animais está entre as preparações para a chegada deles do que com a presença de gatos andando pelas ruas.
*E eu não estou nem sutilmente insinuando que todos devem se tornar vegetarianos; apenas acho que existem formas mais humanas (e é "humanas" mesmo) de se promover a morte de um animal do que as que majoritariamente imperam nos abatedouros do Brasil e do mundo.

Monday, June 09, 2008

Podres poderes

Enquanto os homens exercem seus podres poderes, motos e fuscas avançam os sinais vermelhos e perdem os verdes... somos uns boçais. Queria querer gritar setecentas mil vezes como são lindos os burgueses e os japoneses, mas tudo é muito mais.
Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica, que sempre precisará de ridículos tiranos? Será que essa minha estúpida retórica terá que soar, terá que se ouvir por mais mil anos?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes, índios e padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes fazem o carnaval. Queria querer cantar afinado com eles, silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase, ser indecente... Mas tudo é muito mau.
Ou então cada paisano e cada capataz, com sua burrice, fará jorrar sangue demais nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais. Será que apenas os hermetismos pascoais e os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?
Enquanto os homens exercem seus podres poderes, morrer e matar de fome, de raiva e de sede são tantas vezes gestos naturais. Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo daqueles que velam pela alegria do mundo, indo mais fundo; tins e bens e tais.
"Podres poderes", Caetano Veloso.

Monday, May 26, 2008

Because maybe...

And all the roads we have to walk are winding. And all the lights that lead us there are blinding. There are many things that I'd like to say to you, but I don't know how... Because maybe you're gonna be the one that saves me. And after all, you're my wonderwall.

"Wonderwall", Oasis.

Wednesday, May 14, 2008

Divergências na prática jornalística

A objetividade, porém, não é uma característica facilmente encontrada em uma profissional do Jornalismo e em seu trabalho. Na verdade, encontrar um texto objetivo –e isso quer dizer que são considerados os aspectos atrelados a esse conceito, tais como a veracidade, a imparcialidade e a exatidão –é uma tarefa praticamente impossível, já que a prática jornalística acaba diferindo em partes do que o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros institui e do que a maioria dos teóricos fala sobre ela própria.
Considerando, porém, a natureza humana e toda a sua complexidade, não é difícil de entender o porquê de certos teóricos considerarem a objetividade/imparcialidade apenas um mito, e não uma prática do Jornalista. O próprio Juarez Bahia fala sobre as dificuldades de se conseguir realizar um trabalho objetivo e imparcial e de alguns obstáculos para isso, como a formação cultural –característica inerente ao ser humano –e a arrogância do profissional de jornalismo.
José Marques de Melo, autor de “A questão da objetividade no jornalismo”, ainda diz que, mesmo que a objetividade esteja ligada à fidelidade com que o jornalista retrata a realidade, na prática, ela se torna um "mecanismo de síntese", sendo que a "objetividade se converteu em sinônimo de verdade absoluta e é vendida como ingrediente para camuflar a tendenciosidade que existe no cotidiano dos veículos de comunicação".
A questão é que, ao trabalhar com uma empresa ligada à divulgação de notícias, o jornalista está também se comprometendo com os anunciantes de tal empresa, sendo esta sujeita, obviamente, às leis de mercado. Assim, a exposição de fatos e acontecimentos que contrariem esses anunciantes não é tolerada, fazendo com que o jornalista deixe de lado seu dever de retratar tudo aquilo que seja de interesse da sociedade para dar prioridade aos interesses dos patrocinadores. Os proprietários de grandes empresas de comunicação não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, definem sua linha editorial e os jornalistas que trabalham nelas a cumprem.
Há também outra questão importante, que é a da corrupção. Através de propinas, o jornalista e a empresa pra qual trabalha são levados a “ignorar’ certos acontecimento políticos e públicos ou a olhar “com bons olhos” certos fatos que exigiriam uma visão crítica mais aguçada e uma maior apuração.
Não é apenas, porém, por causa de questões moralmente contrárias à ética jornalística citadas acima que a objetividade se torna tão difícil na prática. O caso é que, para qualquer ser humano, deixar de lado suas convicções e ideologias, bem como seus valores morais conquistados e construídos durante toda a sua vida, é algo, se não impossível, improvável de ser conseguido. Portanto, as opiniões do jornalista sempre acabam influenciando no modo como ele vê e noticia os fatos, quer ele seja mais ou menos tendencioso.
Ao selecionar fatos comuns para serem noticiados, o jornalista já está usando também seus valores e sua vivência pessoal para saber o que é de interesse público ou não. Acaba usando também suas opiniões políticas e sociais, já que, como qualquer outro cidadão, ele também está incluído na vida política do país e nos acontecimentos que tomam como palco o grupo social em que está inserido.
Analisando o que José Marques de Melo falou e levando em consideração o que a maioria dos teóricos diz sobre a relação do jornalismo com a objetividade e ainda o famoso mito de que o jornalista apenas deve transmitir os fatos, enquanto que a pessoa a quem ele é transmitido é que deve formar suas próprias opiniões, os profissionais se utilizam de muitas técnicas para transparecer imparcialidade. O tratamento impessoal é a principal delas, fazendo parecer que o que está ali relatado não foi observado e formulado por uma pessoa, mas sim que são as próprias informações verídicas em si, isentas de opinião.
Mesmo aparentando objetividade, porém, o jornalista muitas vezes se utiliza de imagens, gráficos ou mesmo do texto falado ou escrito para transmitir o fato a partir de seu ponto de vista ou do ponto de vista de sua empresa, marcando uma matéria tendenciosa. O público, entretanto, enganado pela áurea de imparcialidade envolta no jornalista, acaba assimilando as informações já direcionadas a uma forma de pensar sem saber que, na verdade, não foi ele que formulou aquelas conclusões. O jornalista, obviamente, se aproveita dessa situação, fazendo da mídia um importantíssimo formulador de opiniões de interesse público ou não, já que fatos que não interessariam à sociedade em geral são elevados a uma dimensão de grande importância.

Sunday, May 11, 2008

A objetividade - teoria

Embora seja relacionada à forma do texto jornalístico por alguns teóricos, a objetividade é mais comumente ligada ao conteúdo. Exerce uma estreita relação com “exatidão” e “veracidade”, resultando na dita imparcialidade, que se torna sinônimo de objetividade ao também dissertar sobre a não-inserção do “eu” do jornalista na divulgação de uma notícia.
Assim, um texto objetivo é que aquele em que há a apresentação de características do objeto em questão a ser noticiado, sem haver comentários e impressões a respeito do mesmo e sem uso extremado de adjetivos e advérbios. Para isso, o jornalista deve se restringir ao que presenciou ou teve contato sem se incluir no acontecimento em si.
Seguindo essa linha, aparece como um dado extremamente importante o contato direto do jornalista com o fato a ser noticiado, já que é um de seus deveres atestar a veracidade do mesmo. Se isso não é possível, o profissional deve tentar de outras maneiras chegar a essa mesma constatação. Apenas através de uma apuração a fundo do caso é que a exatidão, ou mesmo a verossimilhança com a realidade, é alcançada. 1
Como já foi dito anteriormente, outra preocupação do jornalista deve ser a de divulgar noticias que estejam de acordo com o “interesse público”. A objetividade entra, nessa questão, na medida em que o jornalista analisa os diversos fatos rotineiros para selecionar quais são aqueles que apresentam um teor de importância à sociedade em si, como um todo. Afinal, ser objetivo é ser imparcial, o que significa que, ao fazer essa triagem, o jornalista deve se isentar de interesses pessoais, políticos ou mesmo mercadológicos. Caso isso não aconteça e o jornalista selecione e noticie fatos que interessem a uma pequena parcela da sociedade, ele estará ferindo o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros 2 .
O mesmo caso acontece caso o jornalista deixe de divulgar algo apenas por seu caráter jurídico devido a alguma divergência de interesse próprio ou de algum associado, sendo esse acontecimento de alguma relevância pública. 3
Outro dado importante que envolve a objetividade jornalística está ligado a uma maior percepção do acontecimento em si. Não uma percepção pessoal ou de sentido semelhante, mas sim a de procurar ver e contemplar todas as facetas envolvidas no fato. Para que não haja parcialidade, o jornalista deve procurar apurar o fato ouvindo e buscando informações não apenas de uma fonte, mas várias, e de diferentes classes sociais, econômicas ou de qualquer outro critério que possa ser usado. Assim, a divulgação do fato não estará envolvendo apenas uma pequena parte dos elementos envolvidos, mas sim a uma grande ou parte total, se possível.
Essa teoria de “ouvir os dois lados” ainda colabora com a não monopolização da informação, pois incentiva “a manifestação de opiniões divergentes” e “o livre debate de idéias” 4, tarefas importantes para se obter uma atitude imparcial e objetiva.
1 Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. II, Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.
2 Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. II, Art. 6o É dever do jornalista: II - divulgar os fatos e as informações de interesse público;
3 Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. I, Art. 2o , I - a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida independentemente de sua natureza jurídica - se pública, estatal ou privada - e da linha política de seus proprietários e/ou diretores.
4 Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, Cap. II, Art. 7o , III

Saturday, May 03, 2008

Sweet, sugar...

Tarzan and Jane were swingin' on a vine
Sippin' from a bottle of vodka double wine
Sweet, sugar, candyman

I met him out for dinner on a Friday night. He really got me working up an appetite. He had tattoos up and down his arm...There's nothing more dangerous than a boy with charm.
He's a one-stop shop, makes my panties drop. He's a sweet talkin' sugar coated candyman.
He took me to the Spider Club at Hollywood and Vine. We drank champagne and we danced all night. We shook the paparazzi for a big surprise... The gossip tonight will be tomorrow's headline. He's a one-stop shop, makes my cherry pop. He's a sweet talkin' sugar coated candyman.
Well, by now I'm getting all bothered and hot. When he kissed my mouth he really hit the spot... He got lips like sugar cane! Good things come for boys who wait.

Tarzan and Jane were swingin' on a vine
Sippin' from a bottle of vodka double wine
Sweet, sugar, candyman
He's a one-stop, gotcha hot, makin all the panties drop
Sweet, sugar, candyman
He's a one-stop, got me hot, makin' my *uh* pop
Sweet, sugar, candyman
He's a one-stop, get it while it's hot, baby don't stop

He got those lips like sugar cane! Good things come for boys who wait. He's a one-stop shop with a real big *uh*... He's a sweet talkin' sugar coated candyman.

Tarzan and Jane were swingin' on a vine
Sippin' from a bottle of vodka double wine
Jane lost her grip and a-down she fell
Squared herself away as she let out a yell
"Candyman", Christina Aguilera.

Friday, May 02, 2008

Rien de rien...

Engraçado como as coisas acontecem...
Você pode estar triste, desesperada, arrependida, nostálgica, iludida... ou mesmo feliz, exuberante... Na verdade, não importa como você está se sentindo. O caso é que, quando você se senta lá, naquele banquinho improvisado, e passa a mão por aquela suavidade; o preto no branco, o branco no preto... É como se uma estranha calma se apossasse de você. E os problemas se afastam, como se não existissem ou como se, de repente, não parecessem tão problemáticos assim... E os motivos de felicidade também desaparecem, e sua vida se concentra em seus dedos, e o mundo à sua volta fica nebuloso e desinteressante...
Como a melodia entra em sua mente! Como seus dedos parecem correr sozinhos, concentrando sua vida e, ao mesmo tempo, tão independentes de você... Como suas dúvidas somem e como você se sente tão forte, superior a tudo aquilo que pode lhe causar algum mal...

Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu'on m'a fait,
Ni le mal, tout ça m'est bien égal!
Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
C'est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé.
Avec me souvenirs,
J'ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n'ai plus besoin d'eux.
Balayés les amours,
Avec leurs trémolos,
Balayés pour toujours,
Je repars à zéro.
Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Ni le bien, qu'on m'a fait,
Ni le mal, tout ça m'est bien égal!
Non! Rien de rien,
Non! Je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd'hui, ça commence avec toi!


"Non, Je ne regrette rien", Edith Piaf

Thursday, April 24, 2008

Objetividade

Segundo Juarez Bahia, autor de “Introdução à Comunicação Social”, “objetividade significa apurar corretamente, ser fidedigno, registrar as várias versões de um acontecimento. É também ser criterioso, honesto e impessoal”. Com esse conceito em mãos, portanto, parece quase um paradoxo o fato de que os jornalistas tenham que ser objetivos. Afinal, assim como um historiador, parece ser impossível para um jornalista se isentar de suas opiniões e de sua experiência de vida ao registrar um acontecimento, já que o simples fato de ele escolher o que vai noticiar já é uma forma de parcialidade.
Entretanto, a Teoria da Comunicação básica empregada em instituições que ensinam a profissão de Jornalista, bem como a teoria da construção de textos jornalísticos, é marcada por palavras como “imparcialidade”, “objetividade”, “exatidão” e “veracidade”. O próprio Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros disserta sobre “a verdade no relato dos fatos” e sobre o ato de “divulgar os fatos e as informações de interesse público”.
O que é, porém, “informações de interesse publico”? E como uma pessoa vai saber qual é a verdade em um fato? E será possível ser “criterioso, honesto e impessoal”?
A objetividade existe mesmo ou é um mito jornalístico?
ah... Feliz aniversário, Alice :)

Tuesday, April 15, 2008

Garotas ao piano


"Jeunes filles au piano", Renoir.
Ha, meu tecladinho chega semana que vem!!
Sabe como é, se eu colocar meu piano dentro da minha quitinete, não vou conseguir nem andar...

Sunday, April 13, 2008

Lições da História

Há coisas que a humanidade não pode esquecer: a escravidão negra, o holocausto, os inúmeros genocídios africanos, as Grandes Guerras, o comunismo soviético, o atentado de 11 de setembro, as muitas invasões ao Oriente Médio, o domínio inglês dos chineses pelo ópio, o genocídio indígena nas Américas, todas as ditaduras militares...
O motivo para isso é simples: ao conhecer o passado, o homem talvez possa não voltar a cometer os mesmos erros e consiga evitar que os mesmos aconteçam.
A questão está justamente aí: ou as pessoas se esqueceram de todas as desgraças da humanidade ou então são "malvadas" -como diria a Veja -a ponto de causar mais uma vez acontecimentos semelhantes. Eu prefiro dizer que são gananciosas.

Ou talvez a resposta seja um pouco mais complexa -ou ainda, quem sabe, não haja uma resposta para isso. Afinal, a perseguição palestina-ou propenso "holocausto", segundo o governo israelense -já dura décadas e ninguém faz nada para impedi-la... e o engraçado -ou desesperador -é que ela é perpetrada por aqueles que também sofreram uma perseguição no passado.

Não sei... Talvez Freud explique ;)

Mas esse não é o momento de fazer piadas. Não quando tanto está em jogo.

Shenanigans

24 COISAS QUE VOCÊ NÃO PODE MORRER SEM SABER!!!
01 - O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck.
02 - Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando uma azeitona de cada salada.
03 - Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua.
04 - Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde eles as esconderam.
05 - Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado.
06 - As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam.
07 - As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas.
08 - O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem.
09 - Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua.
10 - Só um alimento não se deteriora: o mel.
11 - Os golfinhos dormem com um olho aberto.
12 - Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha.
13 - As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé.
14 - O olho do avestruz é maior do que seu cérebro.
15 - Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos.
16 - O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê.
17 - O músculo mais potente do corpo humano é a língua.
18 - É impossível espirrar com os olhos abertos.
19 - "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica.
20 - Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo.
21 - Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho.
22 - Rir durante o dia faz com que você durma melhor à noite.
23 - 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William Bonner no final.
24 - Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem este texto tentam lamber o cotovelo.
E Gó, feliz aniversário!
Muuuuuuuita saudade de você ;p

Thursday, April 10, 2008

Nostalgia

Será que a nostalgia é um sentimento inerente ao homem? Digo, será que sempre estar com saudade do passado ou ter um desejo -secreto ou não -de voltar no tempo é algo que sempre está presente na mente humana?
Ter aquela sensação de que antigamente as coisas eram melhores... Que o mundo hoje é corrompido e desumano. E ter também a impressão de que o futuro guarda caminhos ainda mais tortuosos...
Mas não preciso ir tão além assim: ter saudade da infância, pensar em determinada idade e rir dos problemas que achávamos que tínhamos naquela época... Ver o passado como se fosse uma coisa tão distante e inacessível, e tão inocente e puro, como se uma névoa o cobrisse e escondesse qualquer indício da mesma corrupção que já existia lá também...
Desejar ter nascido em outra época, achar que é um elemento estranho à sociedade que vive... Pensar que é tão inadequado, mas se esquecer que, mesmo no passado, as pessoas já pensavam essas mesmas coisas...
Sempre desejando o que já se passou, pois o passado é certo e seguro... e temendo o que está por vir.

Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
"Os ombros suportam o mundo", Carlos Drummond de Andrade

Wednesday, April 09, 2008

O mal do homem

"Por que as pessoas são tão cruéis?"
"Ódio. Loucura, não sei..."
Continuando, então. E eu gostaria de dizer que talvez meus pensamentos tomem um rumo diferente daquele que seria originalmente se eu tivesse continuado a escrever na segunda -que foi o dia do Jornalista, a propósito. É que só fui ler a Veja dessa semana hoje -tarefa que fico adiando o máximo possível por razões que, acho, já são bem claras para qualquer pessoa que me conhece.
Para quem não leu, a revista, em sua matéria de capa, culpa todos -ou quase todos -os atos humanos ligados a genocídos, mortes, torturas, etc, à maldade. Hmm, meio maniqueísta, devemos concordar. Deixando meus preconceitos à parte -algo que é impossível de se fazer, mas tudo bem... -, há um rápido comentário sobre a guerra civil de Ruanda, falando que a "psicopatia (...) é um distúrbio raro. Não explica o mal em grande escala – genocídios como os que ocorreram na Bósnia ou em Ruanda nos anos 90, por exemplo."
Hmm, ok. O problema é que eu não consigo ler a Veja sem ver um defeito ou sem esperar achar um, na verdade. Ou seja, eu não consigo ler esse trecho sem achar que, por trás disso, há uma clara mensagem falando que os hutus são malvados. Outra neurose minha, aliás, porque eu também não consigo deixar de pensar naqueles filmes da Disney, com a bruxa malvada e a princesa pura, toda vez que a palavra "mal" é mencionada.
Mas existe realmente o mal? Bem, a revista -ou o jornalista, no caso -insiste que sim... E o pior é eles montaram uma matéria tão bem bolada, cheia de exemplos, de nomes famosos, de pensadores, de Satanás, Igreja, etc, etc, que você fica na dúvida quando acaba de ler! Sim, os ladrões, os assassinos, os hutus, os bôsnios, os soldados americanos de Abu Ghraib, a mãe que jogou a filha no rio... Malvados, malvados, malvados, todos eles! E não se esqueça que "Contrariando as ilusões de certo humanismo que acredita na possibilidade de reeducar qualquer criminoso, indivíduos assim são irrecuperáveis.". Ou seja, joga todo mundo na cadeia. Ou mate logo, já que eles têm a "natureza cega do mal".
Deixando as brincadeiras de lado, acho que é muito cômodo jogar a culpa em cima de um "distúrbio" irrecuperável como a maldade. Afinal, desse modo, a culpa de certas pessoas agirem de certos modos acaba se deslocando do externo para o interno. Claro que a revista não pára por aí, ela fala também de certos estímulos do meio, bem como situações, que meio que acordam esse lado malvado em algumas pessoas. Entretanto, só em insistir no mal em si é, para mim, uma atitude ingênua. Ou esperta, a depender do seu ponto de vista.
De qualquer jeito, como eu ia falando no outro dia, pode ser que pareça que eu pense exatamente a mesma coisa que a revista aos olhos de quem leia isso, mas acho que há uma diferença fundamental entre ódio e maldade. Ao meu ver, o ódio é uma consequência que pode ser causada em qualquer pessoa, enquanto que a maldade parece ser um sentimento ou um estado de mente por si só, encerrado em si mesmo e sem mais explicações. Não sei se estou me fazendo entender... Mas é que falar que os hutus mataram tantos tutsis só por maldade parece ser um trecho de uma história infantil! Os hutus só mataram porque são malvados -ou cruéis... Isso, qualquer criança entende e acha perfeitamente compreensível, mas eu não; o mundo é muito mais complexo do que isso. Você falar, porém, que os hutus mataram tutsis porque sentiam ódio deles já é uma outra história! Citando o diálogo do filme, as pessoas são cruéis porque sentem ódio, e não porque são malvadas! Afinal, crueldade e maldade são sinônimos, certo? Ou seja, as pessoas se tornam malvadas porque sentem ódio!
E que se excluam os casos de psicopatia, como eu já tinha falado na segunda-feira. Melhor: vamos igualar psicopatia à loucura, e então teremos um diálogo mais fantástico ainda no filme.
"Por que as pessoas são tão malvadas?"
"Ódio. Psicopatia, não sei..."

Jornalista com Diploma

Campanha em Defesa da Formação e Regulamentação Profissional dos Jornalistas
Carta à Sociedade
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), os 31 Sindicatos de Jornalistas a ela filiados em todo país e o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) solicitam a sua adesão à campanha nacional que estamos promovendo em defesa da formação universitária específica de jornalista como condição essencial ao registro para o exercício profissional.
(...)
É importante esclarecer, já de início, que a defesa da formação específica para o exercício do jornalismo está longe de ser uma questão unicamente corporativa. Trata-se, acima de tudo, de atender à exigência cada vez maior, na sociedade contemporânea, de que os profissionais da comunicação tenham um alto nível de qualificação técnica, teórica e principalmente ética. Com este entendimento e:
considerando que, depois de 60 anos de regulamentação profissional e 80 de lutas pela formação superior em Jornalismo, enfrentamos agora a clara ameaça do fim de quaisquer exigências legais para o exercício da profissão de jornalista;
considerando que o ataque à profissão jornalística é mais um ataque às liberdades sociais e às profissões em particular, cujo objetivo fundamental é desregulamentar as profissões em geral e aumentar as barreiras à construção de um mundo mais pluralista, democrático e justo;
considerando que a decisão judicial acarreta claros prejuízos à ética profissional, avilta as condições de trabalho e salariais dos jornalistas e abre espaço para a contratação, nas empresas jornalísticas, de apadrinhados políticos e ideológicos sem a essencial formação específica na área;
considerando que a existência de uma imprensa livre, comprometida com os valores éticos e os princípios fundamentais da cidadania, portanto cumpridora da função social do jornalismo de atender ao interesse público, depende também de uma prática profissional qualificada;
considerando que uma das formas de se preparar, de se formar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em jornalismo e que já existe liberdade garantida para quem quiser expor sua opinião na imprensa, como entrevistado ou articulista de uma determinada área;
considerando, finalmente, que se a decisão for mantida, atinge profissionais e estudantes de jornalismo numa de suas principais conquistas, desrespeita as identidades de cada área (e com isso desrespeita também as demais), e fere frontalmente a sociedade em seu direito de ter informação apurada por profissionais, com qualidade técnica e ética, bases para a visibilidade pública dos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas, atacando portanto o próprio futuro do país e da sociedade brasileira;

solicitamos o seu engajamento nesta campanha em defesa da formação superior específica para o exercício da profissão de Jornalista, através da promoção e/ou participação em atividades programadas pela FENAJ, Sindicatos e FNPJ e também do envio de moção de apoio para: STF (Supremo Tribunal Federal), TRF 3ª Região (Tribunal Regional Federal da Terceira Região), STJ(Superior Tribunal de Justiça), Procuradoria-Geral da República, Câmara Federal e Senado, Procuradoria-Geral do Trabalho,Tribunal Superior do Trabalho e Conselho Superior da Justiça Federal, além do encaminhamento de uma cópia para a FENAJ. Os endereços eletrônicos seguem abaixo. O modelo de moção (..) pode ser encontrado nos sites da FENAJ, do FNPJ e dos Sindicatos em todo o país.

Saudações sindicais!
Brasília, junho de 2005
www.fenaj.org.br

Tuesday, April 08, 2008

50 anos de Rock

http://veja.abril.com.br/especiais/rock/base.html

É Veja e talz, mas tá muito bom!
Tirando a parte em que fala que Sid matou Nancy. Alôô, ninguém nunca provou isso!

Monday, April 07, 2008

Motivação?

"Por que as pessoas são tão cruéis?"
"Ódio. Loucura, não sei..."
Esse é um diálogo do filme "Hotel Ruanda", de Terry George. Já tem um tempo que assisti, mas sempre lembro dessa parte; é quando o país está entregue à guerra e os "brancos" já tinham ido embora. O gerente do hotel, Paul, conversava com um de seus funcionários, e sua resposta é espetacular. "Ódio."
Concordo. Quer dizer, não tem nem como discordar, tem? Ninguém mata porque gosta ou porque está entediado, a menos que tenha problemas mentais... Pelo menos, é nisso que eu quero acreditar.
Mas depois eu continuo.
Essa tendinite no meu pulso está realmente me matando...

Sunday, April 06, 2008

Declare guerra

Vivendo num tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque, você tá perdido
Nem parece o mesmo, tá ficando pirado
Onde você encosta dá curto
Você passa, o mundo desaba
E pra te danar, nada mais dá certo
E pra te arrasar, os falsos amigos chegam
E pra piorar, quem te governa não presta
Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar a mão na cabeça de quem te sacaneia
Vivendo num tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque, você tá perdido
E pra se ajudar, você faz promessas
E pra piorar, até o Papa te esquece
E pra te arrasar, só o inferno te aceita
Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar a mão na cabeça de quem te sacaneia

"Declare Guerra", Barão Vermelho.
Na foto, Palácio do Planalto.

Saturday, April 05, 2008

Cars Petition

ACTION ALERT
Cars petition

Europe: Don't let Sarkozy and Merkel drive roughshod over climate protection law. Sign the petition
Dear friends,
This is really important, can you please take two minutes to sign our cars petition and send this email to your network of friends?
The heads of France and Germany are about to conclude a bilateral deal, which threatens to water down (already weak!) European legislation tackling CO2 emissions from cars. We've made a petition for the European Council's current President, demanding that he and other heads of state stand up for the climate.
CLICK HERE TO SIGN THE PETITION NOW.
We'll deliver the petition to the President of the European Council on Monday, and every day next week.
The German government is driving this--putting the immediate commercial interests of German luxury car-makers before the safety of the planet. Sarkozy is riding along with Merkel because he needs Germany's support for his grand plans for a Mediterranean Union.
Two wheels better than four,
Mel, Martin, Richard, Eoin and the car campaign team
P.S. Please remember to forward this email to friends. Together we can stop this! Feel free to repost this message on your blog or profile page too.
Greenpeace.

Thursday, April 03, 2008

Bruxa


"Porque nem toda feiticeira é corcunda."
:D

Wednesday, April 02, 2008

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e
uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuido pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.


"Amar", Carlos Drummond de Andrade.

Monday, March 31, 2008

O_O


O único cara na Terra que pode usar esse bigodinho de motoboy :D

Saturday, March 29, 2008

Chapter LX


"How could you begin?'' said she. "I can comprehend your going on charmingly, when you had once made a beginning; but what could set you off in the first place?''

"I cannot fix on the hour, or the spot, or the look, or the words, which laid the foundation. It is too long ago. I was in the middle before I knew that I had begun.''

"My beauty you had early withstood, and as for my manners -- my behaviour to you was at least always bordering on the uncivil, and I never spoke to you without rather wishing to give you pain than not. Now be sincere; did you admire me for my impertinence?''

"For the liveliness of your mind, I did.''

"You may as well call it impertinence at once. It was very little less. The fact is, that you were sick of civility, of deference, of officious attention. You were disgusted with the women who were always speaking, and looking, and thinking for your approbation alone. I roused, and interested you, because I was so unlike them. Had you not been really amiable, you would have hated me for it; but in spite of the pains you took to disguise yourself, your feelings were always noble and just; and in your heart, you thoroughly despised the persons who so assiduously courted you.''


"Pride & Prejudice", Jane Austen
Na foto, Mr. Darcy (Colin Firth) e Elizabeth Bennet (Jennifer Ehle) em uma série produzida pela BBC em 1995 com o mesmo nome do livro.

Miss Austen's books

When I was in high school, I had a crush on a boy. This would have been around 1966 or 7. We had a class together and some mutual friends. Occasionally we would both be at the same house with the same group of kids after school.
I was very, very careful to do no thing to betray to anyone the fact that I liked him.I was not the only one who did; I believe there were at least three of us, all equally circumspect, so I’m only guessing. But then there was a fourth, one girl who made no secret of her interest. While the rest of us watched in dismay and disapproval, she pursued. She insisted on sitting next to him when seats were taken, on his lap in a crowded car. If he said he was going somewhere, she immediately tagged along.
She called him at his home. We called each other at our homes to discuss all this in some detail. It was embarrassing to see. And very stupid of her. If there was one thing we knew for sure it was that boys didn’t like to be chased.
Our disapproval changed to outrage when they became a couple. In our minds, the rest of us had been playing by the rules. This other girl had simply, straightforwardly said what she wanted. In what world did that work for women? She’d won by cheating.
Reader, she married him. It was as if Mr. Darcy had chosen Lydia Bennet instead of Elizabeth.
I was about fourteen when I read my first Austen novel. I can’t remember which one it was; I finished several in short order. I was pleased to find them easy to read and silly enough to credit myself with that instead of Austen. I fell easily into the rhythm of her sentences and her world made sense to me. More than that, it felt familiar.
In those early readings, I noticed none of the things in her books that interest me now. I was charmed by her young heroines and their struggles for love. Austen and I were all about romance and we shared some ideas about how that worked.
In the world where I grew up, girls came into the sixties having been taught that happiness was achieved by following the rules, that deviation from the rules would result in ruin and regret. Should you kiss a boy goodnight? Sure thing (from an advice column in Seventeen magazine) “just as long as you’re willing to run the risk of having yourself foot-noted as an ‘easy number.’” Just as long as you never planned to marry some nice boy someday.
We left the sixties in quite a different frame of mind.
I went to college. I took a class in Rhetoric where the professor told us it wasn’t in a woman’s nature to get her way by constructing a persuasive argument. Fortunately, he said, women had alternatives to logic. We were pretty young girls; he didn’t understand why any of us were taking his class. I took a class in genetics with a section on primate behavior. Female primates were covered in a single paragraph. “Immersed in the tasks of procreation and motherhood -- let’s be honest,” the professor said. “Not very interesting.”
Also not very interesting -- female writers. There was a sad lack of war, prostitution, and drunken debauchery -- the real stuff of life -- in their books. They didn’t even do women very well, being too competitive to let another woman, even fictionally, look good. Only a few of these authors escaped censure, those who knew their place and stuck to it. Those who wrote little books, and occasionally little masterpieces. Austen fell into this last category.
I reread Austen during those years, not in my classes, but on my own. I found that her books had utterly transformed. They weren’t romances at all. Instead they were about the controlling force of economics on the intimate lives of women.
How could I ever have thought there was nothing more at stake in these books than some 19th century version of a date for the prom? I should have paid more attention to Charlotte Lucas’ marriage to Reverend Collins, to the sad story of Fanny Price’s mother. This time through, I saw women fighting for their lives in a rigged game. Though a few managed, through marriage, to snatch a genuine hope of happiness, even among the heroines many were merely making the best of a bad bargain.
Is the romance plot reactionary or revolutionary, I asked myself. How much freedom can a woman expect to enjoy in her own home? Is sexual promiscuity a tactic of liberation or does it play right into the hands (so to speak) of the patriarchy? Paradoxically, these were also the readings in which I first noticed how funny Austen is.
The third time I read Austen I was a mother with two small children. Here’s how busy I was: in the first year of my son’s life, while I nursed, I made mental lists of everything that had to be accomplished that day. I divided this list into items that could be done one-handed and items required both. This was so I wouldn’t waste his valuable nap time on something I could have done while holding him. I was so tired I could only manage to read books I’d already read.
But once again Austen’s had changed on me. This time through, they were clearly more about family than about courtship. How unsatisfactory the parents in her books are! The mothers are dead or silly. The fathers are vain or fussy or drunkards or absent or absent-minded. This time through, I noticed servants in the shadowy corners of the books, cooking the meals, helping the heroine dress, minding the children. Her principal characters were left with so little to do. Had anyone anywhere ever enjoyed so much free time?
(Me, of course. As a child, back in school, and back when I first read her. Back when I had long afternoons, long weekends, long summers to myself. Meals appeared on the table, clean clothes in the closet. I remembered nostalgically how it felt to be bored. And more of the same had been promised. We’d been told we were on the verge of copious amounts of leisure time all made possible by the advance of technology. In one high school class I was actually assigned a paper on the looming leisure problem. Part one: what societal issues did I foresee in this future where we’d all have nothing to do? Part two: what were my solutions?)
The Austen heroine went for walks, practiced the piano. She wrote letters, visited friends, rode horses if her health required it, went on picnics, did riddles, refused to participate in amateur theatricals. It hardly filled a single day.
This time when I read Austen it all took place in some world lost a very long time ago. The women in it were trapped and constricted, just as I’d thought, but also privileged. Once again, Austen proved more complicated than I’d realized.
I still reread Austen every few years. I always find surprises, but the books have settled on me (except for maybe Mansfield Park) and no longer turn completely upside down and inside out with each rereading. What I like best about Austen now is Austen. I love her voice, her observation, her wit. I read her just to spend that time with her. The older I get, the smarter she looks.
In the last few months, I’ve heard from many, many readers who love Austen (and quite a few who don’t. They generally begin by apologizing. I’m forced to forgive them.) Some of the former love her in a nostalgic way. They don’t care for updated versions. They want books with genteel language, quiet plots. We live in an ugly world. They want no part of it.
Others read her in the same way they’d read a fantasy novel, like Tolkien if only The Lord of the Rings had women in it. They read her to go somewhere exotic. And others tell me that we still live in Austen’s world. They recognize the characters. They recognize the rules. We’re fooling ourselves, they say, if we think anything has really changed.
Rather than settle the question, I’ve chosen to simply admire Austen for managing to provide so many completely contradictory things to so many completely different people. Which reading is the right one? All of the above and more. As a writer, I often ask myself how she does this. As a reader I don’t care that I can’t answer.


Karen Joy Fowler, autora de "The Jane Austen Book Club"

Friday, March 28, 2008

Paz

Refiro-me, nessas linhas, à paz intramuros do Brasil, o que já se trata de um gigantesco desafio, não incluindo a paz entre países. Circula na internet uma propaganda que seria do publicitário Washington Olivetto, sobre exatamente esse tema. Muito bem redigida, a mensagem da propaganda, que é composta basicamente dela, diz em certo ponto: “Pegue o estoque de paz que você ainda tem em casa e use no trânsito, use na fila do banco, use no elevador, use no futebol.” O amigo que me mandou essa propaganda, na última vez, a remeteu com um bilhete dizendo que ficou emocionado pela beleza do poema, referindo-se à mensagem, e pela grandeza dela.
A maioria das pessoas não se dá conta que, com certa freqüência, na natureza, uma ocorrência é função de vários fatores, que atuam simultaneamente para ela existir. É de causar espécie ver o reducionismo com que pessoas analisam uma qualquer ocorrência, admitindo uma única causa para explicá-la, o que nos permite desconfiar que essa atitude esconde algo mais que uma simples distração.
A paz tão apregoada nesse comercial e em camisetas na Vieira Souto no Rio e em faixas nas sacadas de prédios de alto poder aquisitivo é, na realidade, função de diversos fatores, como o caráter de cada cidadão, o equilíbrio emocional de cada um, a repressão para proteger a sociedade dos indivíduos de instinto mau, a justiça social, o modelo transmitido para a sociedade pela elite e outros que estou esquecendo.
Por que será que o Olivetto não colocou “Pegue o estoque de paz que você ainda tem em casa e use no trânsito etc.” e não complementou com “no ato de pagar salários”? Por favor, não me digam que o valor dos salários é ditado pelo mercado, porque eu estou falando de distribuição de lucros, de melhoria da distribuição de renda e de justiça social. Parece-me que o Olivetto não quer, no seu comercial, tocar nesse ponto, que, aliás, só é tocado em poucas das análises da causa da violência.
De tanto se discutir, hoje, sobre essa questão, quem continuar reivindicando somente aumento da repressão, estará contribuindo para o aumento da violência, pelo argumento agredir as bases de um diálogo entre classes indutor da paz. Isso tudo sem negar que uma das ações necessárias possa ser o aumento da repressão para quem a merece receber. Mas, sem justiça social, não há, também, a paz tão justamente desejada. Justiça social e repressão aos maus caráteres da sociedade são duas condições necessárias para a paz, mas, isoladamente, cada uma delas não é suficiente.


Paulo Metri, diretor do Instituto Solidariedade Brasil.

Wednesday, March 26, 2008

Uma verdade


Quando se sonha demais, a realidade nunca é suficiente. E é esse o defeito dos escritores.


Essa foi umas das coisas que aprendi através dela.
De qualquer jeito, não se deve parar de escrever.
E nem de sonhar.
no retrato, Jane Austen

Tuesday, March 25, 2008

Brinde!!

"Elogio do grande público - uma teoria crítica da televisão", Dominique Wolton.
"Jornal Nacional - a notícia faz história", Jorge Zahar.
Um caderno maneiro.
Uma caneta.
Um panfletinho super arrumado.
Uma pasta bem legal.

Esse foi o preço necessário para me comprar.
Pronto. Eu adoro a Globo agora :D

Sunday, March 23, 2008

As coisas que eu não fiz

Há coisas que o coração não esquece. A gente pode até não pensar mais sobre isso, mas pequenos acontecimentos trazem tudo à tona de novo... E sabe o que é o pior? É que, em vez de as coisas ficarem melhores, isso piora tudo. A gente começa a agir estranho, a não ser espontâneo, a medir nossas ações... E, assim, o que era próximo se torna distante. O conhecido se torna um estranho, e seria melhor se o coração simplesmente tivesse uma memória restrita... Há coisas que a gente não quer sentir, mas sente... E isso é uma merda. Perder o controle é uma merda. Não seria bom se a gente pudesse controlar tudo direitinho? Cada gesto exagerado, cada olhar que diz mais do que deveria... Ou se a gente pudesse fazer tudo que a gente quer fazer... Um abraço, dizer uma certa frase, segurar a mão, mostrar que se importa, que seus modos ensaiados são uma forma de mascarar o que sente... Mas acho que falta coragem para isso. E nem tudo é como a gente quer... ainda mais quando se está tão longe.

E eu quero mais uma semana sem aula!

Não deu para ver todo mundo que eu queria e não deu para matar a saudade das pessoas que eu vi...

Saturday, March 22, 2008

ECA

"Não, porque eu estou muito atrasada lá, falando sério... Todo mundo já leu tudo de Freud, de Kafka, de um povo lá que eu nem sei quem é... E eu devo ser a única que só fala um idioma a mais na sala! Tipo, inglês já é primeira língua, sabe?"
"Em compensação, ninguém tá aprendendo árabe..."
"Ha, mas sabem alemão, espanhol, mandarim, sânscrito..."
"..."
"Acredita em mim agora?"
"É, estou começando a acreditar na sua teoria: você teve sorte mesmo. Quanto foi a concorrência mesmo?"
"De tudo junto, com segunda fase, foi 62 pra 1."
"Mas que façanha foi essa???"
"Aquele espírito inteligente que gosta de mim deve ter baixado de novo."

Ah, mas que orgulho!!!!!
Melhor universidade da América Latina, meu bem!!
Por sorte ou não, estou dentro ;p
Mas que tinham que fazer alguma coisa com aquele circular maldito, tinham.

Uau!

Mas não me pergunte o que significa.

Tuesday, March 18, 2008

Yeah, yeah, yeah!

Chatos, antipáticos, insuportáveis, autores das frases mais polêmicas... E seria no plural mesmo?? De qualquer jeito, Oasis não seria Oasis sem Liam Gallagher... e é mais foda ainda por causa dele x)

Saturday, March 15, 2008

Better thank my lucky stars...

I've been waiting a long time for this moment to come.
I'm destined for anything at all.
Downtown lights will be shining on me like a new diamond ring out under the midnight hour.
Well, no one can touch me now
Well, and I can't turn my back
it's too late ready or not at all.
Well, I'm so much closer than I have ever known...
wake up!
Dawning of a new era calling
Don't let it catch ya falling, ready or not at all.
Well, so close enough to taste it.
Almost I can embrace this feeling on the tip of my tongue.
Well, I'm so much closer than I have ever known...
wake up!
Better thank your lucky stars!
I've been waiting a lifetime for this moment to come.
I'm destined for anything at all.
Dumbstruck, colour me stupid.
good luck, you're gonna need it where I'm going if I get there at all...
Well, I'm so much closer than I have ever known...
wake up!
Better thank your lucky stars!

Friday, March 07, 2008

Todo dia é dia da Mulher

Não me passou pela cabeça, quando escrevi meu romance (Banat Al-Riyadh), que ele seria lançado em qualquer outro idioma que não o árabe. Não achei que o Ocidente fosse se interessar por ele. Sinto, como sentem muitos outros sauditas, que o mundo ocidental ainda nos vê com uma perspectiva romântica, como a terra das Mil e uma noites, lugar onde xeiques barbudos se sentam sob tendas cercados por suas belas odaliscas; ou, com um olhar político, como a terra onde nasceram Bin Laden e outros terroristas, o lugar onde as mulheres se vestem de preto da cabeça aos pés e onde cada casa tem um poço particular de petróleo no quintal! Por isso, eu sabia que seria muito difícil, talvez mesmo impossível, mudar esse clichê. Mas o sucesso do meu livro no mundo árabe foi suficiente para me marcar como um membro da sua sociedade intelectual, o que me conferiu algumas responsabilidades. Além do mais, nascida numa família que valoriza outras culturas e outros países e sendo saudita orgulhosa que sou, senti ser meu dever revelar um outro lado da vida do meu país ao mundo ocidental. A tarefa, porém, não foi nada fácil.
(...)
Espero que, quando acabar de ler esse livro, você diga a si mesmo: "nossa, essa é uma sociedade islâmica muito conservadora! Nela, as mulheres vivem sob o domínio masculino. Mas, apesar de tudo, são cheias de esperança, planos, resoluções e sonhos. E se apaixonam e desapaixonam perdidamente como qualquer outra mulher."
Espero também que você veja que, pouco a pouco, essas mulheres começam a construir seu próprio caminho -não o caminho ocidental, mas um outro que conserve o que existe de positivo nos valores da nossa religião e da nossa cultura, embora admita reformas.
Prefácio da autora, Rajaa Alsanea, em "Vida dupla: um romance sobre o Oriente Médio hoje".

Tuesday, March 04, 2008

Aff

Sala cheia e silenciosa. Um ventilador ligado, microfone e água na mesa em frente à "platéia", que espera, ansiosa. Zeca Camargo entra, senta e, todo sério, fala:
"Oi, meu nome é Zeca Camargo."
Silêncio... até que uma voz surge de algum lugar, baixa, mas ainda sim audível:
"Nossa, ninguém sabia disso..."
Risadas por toda a sala. Um Zeca Camargo embaraçado e sorrindo, sem graça, retruca:
"Ah, ninguém tem obrigação de assistir 'Fantástico' e saber quem eu sou..."
Mais risadas.

Eu juro!
Eu estava falando comigo mesma, sério! Só pensei alto...

Começo de ano letivo bom esse... ¬¬.
Pelo menos eu tirei foto com ele o.O

Saturday, March 01, 2008

Anticurso de Jornalismo

2º Anticurso de Jornalismo Caros Amigos

A visão "Caros Amigos" de fazer e pensar o jornalismo. Sobre a exigência de diploma, a mídia grande, o mito da imparcialidade e do ouvir os dois lados, o manual de redação, o repórter telefônico, a supressão da criatividade, as "fontes". Aberto a estudantes, profissionais da comunicação e interessados em geral.
Duração: dois finais de semana de março (sábado e domingo)
Datas: 8, 9, 15 e 16 de março
Local: Escola da Cidade - Rua General Jardim, 65 - Metrô República - São Paulo / SP
Palestrantes: José Arbex Jr., Ferréz, Mylton Severiano, Cláudio Tognolli, Sérgio Pinto de Almeida, Marcos Zibordi, Georges Bourdoukan, Hamilton O. Souza.
Contatos para inscrição: anticurso@carosamigos.com.br ou pelo telefone (11) 3819-0130
Inscrições também pelo site www.carosamigos.com.br
Nem preciso dizer que já estou lá, certo?
:D

Wednesday, February 27, 2008

USP =)

Então....











No dia que eu conseguir chegar na ECA sem me perder, vou merecer um prêmio.

Wednesday, February 20, 2008

Diane II

Tuesday, February 19, 2008

Uma mulher de Cabul

"Eu quero lutar com minha caneta. Eu lutaria através da força, com uma arma, mas assim teria de matar outras pessoas. Não quero fazer isso, mesmo que não sejam pessoas boas. Elas não precisam ser mortas, precisam aprender a tornarem-se humanas."

Marina, em "Mulheres de Cabul", de Harriet Logan.
Cabul na foto.

Monday, February 18, 2008

Fly

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise.
Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free.
Blackbird fly
Into the light of the dark black night...

"Blackbird", The Beatles.

Sunday, February 17, 2008

Billie Joe


I was a young boy that had big plans, now I'm just another shitty old man. I don't have fun and I hate everything. The world owes me, so fuck you. Glory days don't mean shit to me, I drank a six pack of apathy. Life's a bitch and so am I. The world owes me, so fuck you. Wasted youth and a fistful of ideals... I had a young and optimisitic point of view. I've decomposed, and my gut's getting fat. Oh my god, I'm turning out like my dad! I'm always rude, I've got a bad attitude. The world owes me, so fuck you. The wife's a nag and the kid's fucking up... I don't have sex 'cause I can't get it up. I'm just a grouch sitting on the couch. The world owes me, so fuck you.

Happy birthday, sucker ;p

"The Grouch", Green Day.

Friday, February 15, 2008

Uma fotógrafa do mundo real

"A photograph is a secret about a secret. The more it tells you the less you know."
Diane Arbus

Thursday, February 14, 2008

Blah, blah, blah...

Certo. Lá estava eu, lendo Veja -sim, agora eu leio Veja, minha mãe venceu... mas é que, para reconhecer um jornalismo bom, a gente tem que conhecer o ruim, certo?? E é bom comparar os enfoques que a mídia dá para um mesmo tema. Além do mais, até meu pai, capitalista elitista do que jeito que é, concordou comigo que tem alguma coisa errada em uma revista que, em uma reportagem, fala que apenas 24% dos jovens brasileiros está na faculdade e, em outra, começa falando que os jovens brasileiros já estão formados aos 23 anos e que o gasto médio da criação de um filho no Brasil é de 1,6 milhão!!! Quer dizer, alôôôô, ela cita que os jovens de hoje fazem esportes como esqui, equismo, etc, etc, e que o gasto mensal em festas e cinemas é de mais ou menos 1100 reais! Que família é essa, pelo amor de Deus? Ela nem representa os 24% dos jovens na faculdade, representa, tipo, 5%, e olhe lá!!! Mas o caso está justamente aí, é uma revista focada nesses 5% dos brasileiros... E ainda fala que é essencial para o tipo de país que o Brasil quer ser ¬¬ E, taquepariu, o que foi aquilo no meio da reportagem de interferência na mente humana?? Falando que o ulemá ou o sei-lá-o-que poderia intervir nas mulheres "rebeldes" para que elas passassem a usar a burqa... Cara, tá, é um exemplo e tal, mas o que isso tem a ver com o assunto? A Veja não perde uma oportunidade de colaborar com a imagem estereotipada do mundo muçulmano e do Islã... É, realmente tem sido bastante educativo ler Veja de novo.
Sim... Lá estava eu, lendo Veja, quando percebi que sempre há uma citação de países europeus e outros desenvolvidos como exemplo para o Brasil. Certo, eles não são chamados "desenvolvidos" por nada, mas é que... Bem, para que o rico se sustente, é preciso existir o pobre. Seja mão-de-obra, seja indústria sucateada, seja para apoio político, sei lá... Então eu não acho que o Brasil vai conseguir se igualar a uma Inglaterra ou a uma França, pelo menos se o modo de produção atual continuar vigente. Além do mais, se o Brasil é tão atrasado, miserável e corrupto como muitos insistem em repetir -inclusive a maioria do jornalistas da Veja através do sarcasmo idiota deles - e está uns duzentos anos atrás da linha evolutiva dos países hoje considerados "desenvolvidos", porque insistem em colocar tais exemplos a serem seguidos? ... Tá, acho que não estou me fazendo entender, mas o caso é o seguinte: já que o sistema capitalista é feito de contrastes e de exploração -e nem a pessoa mais capitalista do mundo pode negar isso -, por que o Brasil insiste em tentar ser igual aos países dominantes que sempre vão estar além dele nessa evolução história que a gente está seguindo? Quer dizer, desde a sua descoberta, o Brasil sempre tentou ser igual aos europeus. Só que, depois de 500 anos, acho que os brasileiros já deveriam ter percebido que esse caminho não está dando muito certo, já que não é viável segundo o capitalismo. A gente acaba fazendo essa imitação forçada e fajuta das democracias desenvolvidas, e nós acabamos mergulhados em inúmeras falhas, que permitem o roubo e a corrupção. Por que não paramos de tentar copiar a história dos outros? Os brasileiros não podem criar uma própria linha evolutiva que esteja de acordo com a cultura do país?? Está na hora de trocar o exemplo estrangeiro pela motivação nacional, ainda mais agora, que o país está perdendo sua identidade... e, sabe, se você parar para pensar bem, os países desenvolvidos nunca imitaram ninguém... eles sim é que tiveram motivação nacional.
E não, não estou propondo uma revolução vermelha nem nada do tipo -as pessoas insistem que minha resposta é essa, mas não é. Se eu tivesse uma resposta, não estaria aqui, agora, escrevendo no meu blog. Até porque eu concordo com Milton Santos: acho a teoria marxista fantástica e talz, mas ela foi lançada no século XIX para o século XIX... Ela adquire um caráter muito mais complexo e profundo, sendo atualizada para o nosso século. Afinal, o próprio Marx era dialético, e o que é síntese hoje, não apenas pode, mas deve ser tese amanhã.